Como ser um intérprete de Libras?

Publicado em 12 de março de 2020 por Rodrigo Timoteo

Muitas pessoas que buscam se tornar intérprete de Libras acabam ficando um pouco perdidas com relação a que curso fazer, quanto ou de que forma cobrar pelo serviço e o que é preciso para ser um bom profissional.

Decidi então escrever este artigo a fim de que você consiga tirar essas e outras dúvidas. Darei também algumas dicas importantes a todos que desejam se tornar bons intérpretes.

E para ter acesso a todo esse conteúdo, continue a leitura até o final!

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Como aprender Libras e Alcançar a Fluência

Que cursos devo fazer para ser um intérprete de Libras

Para ser um interprete, você vai precisar 1°) de um curso de Libras que te ajude a adquirir um vasto vocabulário de sinais dentro de contextos.

Lembre-se que a prática é fundamental e que, quanto mais treinar, mais fácil será interpretar, tanto da Libras para o português, como do português para a Libras.

O meu curso de Libras, o Método Libras Intensive, é do básico ao avançado, foi preparado para te ajudar a ser um interprete eficaz.

2°) Outra coisa que vai te ajudar, é ter acesso a qualquer tipo de conteúdo interpretado (tem vários vídeos no Youtube). 3°) conversar com surdos.

E 4°) treine sinalizar todo e qualquer material que goste. Assim, você possibilitará que seu cérebro se acostume com a língua, permitindo que a fluência aconteça.

Já sei Libras, posso começar a interpretar?

Sim e não! Depende muito do seu nível de fluência. Saber Libras não é suficiente para ser um interprete. Esse é um assunto sério, tendo em vista que são os surdos que vão receber a informação.

Infelizmente, tem muitos “intérpretes” passando informações incompletas em palestras, prejudicando a comunidade surda. :/

Isso significa que você vai ser um interprete perfeito? De forma alguma! Especialmente quando você está no incio, os erros acontecem e podem te ajudar a melhorar.

E uma boa opção de início e aquisição de experiência, são os trabalhos voluntários. Eles irão lhe oferecer a prática necessária e farão com que sinta segurança.

A seguir vão outras dicas que poderão ser úteis:

  • estude bastante, procure saber com antecipação qual será o tema que precisará interpretar em determinada palestra, consulta, evento, etc., e pesquise sobre ele;
  • converse com os organizadores, palestrantes, público, saiba que tipo de linguagem usarão, como os surdos presentes costumam sinalizar, que tipo de termos utilizam, se falam ou sinalizam mais rápido ou mais devagar;
  • se entrose com os surdos antes de começar o evento, assim você evita constrangimentos e recebe ajuda quando necessário;
  • peça ajuda, seja observador e não se enrole. Quando precisar pergunte;
  • não tenha medo de usar e abusar dos classificadores, eles não o tornarão um profissional ruim, mas ajudarão na compreensão dos surdos e facilitarão seu trabalho;
  • seja o mais simples possível, não dificulte a sinalização e evite ao máximo utilizar a datilologia;
  • aprenda sinais específicos ou técnicos e pesquise o significado das palavras em português, pois caso seja dito algo que não tenha sinal correspondente, será mais fácil explicar o que se quer dizer;
  • não tenha medo de cometer erros. O importante é sempre corrigi-los.

Quanto e como posso cobrar por meu trabalho de intérprete de Libras?

Existem basicamente quatro formas de cobrança, as quais você vê na lista a seguir:

  • por hora: normalmente usado para determinar valores de palestras, eventos, consultas médicas, aulas, etc. E caso o evento em questão tenha menos de uma hora, cobre a hora cheia;
  • por serviço: apesar de termos de valorizar nosso trabalho, é preciso usar o bom senso. Em uma entrevista de emprego, por exemplo, que terá duração de 15 minutos, não iremos cobrar hora cheia.Neste caso, podemos determinar um valor pelo serviço. Porém considere também seu tempo de estudo ou pesquisa para tal, caso tenha sido necessário. Seja justo com você e seu cliente;
  • por dia: existem eventos que duram um dia inteiro ou mais. Neste caso, cobrar por hora ou serviço não é vantajoso. Então, verifique o tempo de duração e a complexidade do que terá que interpretar e determine seu preço;
  • deslocamento: é importante que seja cobrado, pois teremos custos ao nos dirigirmos até o local. Neste caso, você pode estipular o valor a parte ou embutir no preço da hora, serviço ou dia.

Com relação ao valor em si, pode variar de acordo com a cidade, região, estado ou parcerias entre os intérpretes do local.

Em cidades como São Paulo, um iniciante pode cobrar em média R$50 por hora, enquanto um intermediário ou avançado pode solicitar R$80 a R$120.

Pesquise em sua cidade quanto costuma-se cobrar e estipule um valor dentro da média e valorize seu trabalho. Evite cobrar muito barato!Verdana, Geneva, sans-serif

Siga estas dicas e informações, faça o meu curso e se tornará um excelente intérprete de Libras!

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